“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.” (Esopo)
terça-feira, 28 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
ORTOGRAFIA: - USOS DO POR QUE – POR QUÊ – PORQUE - PORQUÊ
Por que, porque, por quê ou porquê???
Gabriela tem quatro anos e está naquela fase dos porquês. Seu Otávio estava na sala lendo jornal quando...
- Papai, ____________ você lê jornal?
- __________ preciso saber das notícias. Respondeu o pai
Gabi continuou:
- Saber das notícias ___________?
- __________ preciso ficar bem informado. O pai respondeu, ainda
paciente.
- ____________ você quer ficar bem informado? Questionou novamente.
Já cansado, o pai retrucou:
- Ah, filha! Seus ____________ estão me deixando enrolado...
Então...
Como usar:
Forma
|
Quando usar
|
Exemplo
|
Por que
|
Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”. |
Por que
você não aceitou o convite?
Todos
sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo,
razão) estava magoada.
|
Por quê
|
Nos finais de frases. |
Por quê? Você sabe bem por quê.
|
Porque
|
Quando corresponder a uma explicação
ou a uma causa.
|
“Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato. |
Porquê
|
Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”. |
Não sabemos o porquê de ela ter
agido assim. É uma menina cheia de porquês.
|
ATIVIDADES:
1) Vamos relembrar o que aprendemos?
a) Quando devo usar por que? _____________________________________________________________________
b) Quando devo usar porque? _____________________________________________________________________
c) Quando devo usar por quê? ____________________________________________________________________
d) Quando devo usar porquê? ____________________________________________________________________
2) Agora,
use por que – por quê – porque - porquê –
para completar as frases de forma correta:
a) Marina chorou. ______________ ?
b) Eu sei o _____________________dessa situação.
c) _______________________ há fome no mundo?
d) Você nos chamou _______________________?
e) Eu vou dizer o ______________da minha alegria.
f) Não sei ___________ele
ainda não chegou aqui.
g) ________________________ eu preciso estudar?
h) A professora explicou o ________do eclipse lunar.
i) ______________________ eles vivem brigando?
j) Volte cedo, ___________é perigoso viajar a noite.
k) Soube que não gostou do livro. __________ ?
l) Deve ter chovido,_________ o chão está molhado.
m)Estamos contentes _______________ compramos uma casa
nova.
n) Célia não veio brincar ______________________________?
o) O atleta se saiu mal na prova________________ não se
preparou devidamente.
p) Não sei o ___________________________ de tanta
reclamação.
q) _____________________________ nossa sala não vai a
excursão?
r) ________________________voce perdeu a hora?
s) No final do ano, muitos alunos, não conseguem uma boa
nota _________________ se desinteressam das aulas.
t) Não entendo o ______________________ das pessoas jogarem
lixo no chão.
u) O preconceito não é uma coisa boa, _______________ exclui
as pessoas.
v) _______________________
as pessoas não ajudam mais
3)
Relacione a 2º coluna de acordo com a 1º.
(a
) Equivalente a um substantivo ( ) por
quê
(b
) Início de frase interrogativa ( ) porquê
(c
) Final de frase interrogativa ( ) porque
(d
) Resposta a uma pergunta ( ) por
que
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
TEXTO REPORTAGEM
Jornal
da Terra
CLIMA
DE TERROR ENTRE AS MINHOCAS
A Sociedade Protetora das Minhocas está
entrando com uma ação na Justiça contra o Galo Chinha. É que ele, ultimamente,
tem comido um número incontável de minhocas. Pais e mães andam desesperados com
a possibilidade de seus filhos morrerem com as bicadas deste terrível animal.
Todos estão nervosos e bem escondidos dentro de seus túneis cavados na terra.
ATIVIDADES:
1) Leia algumas vezes a notícia acima. Conte para uma
colega. Ouça como ele vai conta-la para você. Lembre-se de que este é um
exercício de reprodução, isto é, não podemos acrescentar ou tirar nenhum
detalhe da história
2) Invente uma notícia para o Jornal do Galinheiro, de
acordo com a manchete:
Jornal
do Galinheiro
“FARTURA
DE ALIMENTOS DEIXA PESSOAL DO GALINHEIRO FELIZ”
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3) Troque de folha com um colega. Leia quantas vezes quiser
a notícia que ele inventou. Reproduza- a aqui, com as suas palavras, sem tirar ou acrescentar nada
na história. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
sábado, 4 de outubro de 2014
HISTÓRIA - TRANSPORTES E COMUNICAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL
TRANSPORTES
E COMUNICAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL
A EVOLUÇÃO DOS
TRANSPORTES
Você
já pensou como chegam aqui as mercadorias que são produzidas em outros estados
ou até mesmo em outros países? Imagine como era antigamente.
A
ligação de Mato Grosso com o restante do país nos séculos XVIII e XIX não era
nada fácil. A principal via de acesso era a fluvial, pelos rios da bacia do
Prata e pelo caminho das Monções, utilizado desde a descoberta de ouro em
Cuiabá no ano de 1719.
No
início do século XX, várias companhias faziam o transporte fluvial e marítimo,
entre elas o Lloyde Brasileiro, que mantinha linhas regulares entre Montevidéu,
Buenos Aires, Assunção e Corumbá. Ainda hoje existem linhas regulares que ligam
Corumbá a Assunção, no Paraguai, e a outros países.
Além
do transporte fluvial, eram utilizados alguns caminhos terrestres que ligavam a
região a Goiás e Minas Gerais. A estrada do Piquiri fazia a ligação entre
Cuiabá (MT) e Uberaba (MG). Porém, as condições dessas estradas eram bastante
precárias, o que tornava as viagens muito longas e cansativas. A viagem de Mato
Grosso a Goiás ou a Minas Gerais por terra demorava, em média, de 4 a 6 meses.
Desde
a década de 1870, havia planos de construção de uma ferrovia, mas isso era um
empreendimento custoso e demorado. Finalmente, no começo do século XX, o Banco
União de São Paulo e outros acionistas mostraram-se interessados em fazê-lo.
Surgiu, assim, a Companhia de Estradas de Ferro Noroeste do Brasil.
A ESTRADA DE FERRO
NOROESTE DO BRASIL
A
construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi iniciada em 1905. Partia
de Bauru, no estado de São Paulo, e seguia no sentido Noroeste em direção ao
atual estado de Mato Grosso do Sul. Em 1914, atingiu Campo Grande e depois
Porto Esperança, no extremo noroeste d estado, à beira do rio Paraguai. Por
muito tempo, a estação de Porto Esperança permaneceu como o ponto terminal da Noroeste
em Mato Grosso. Foi apenas em 1952 que a ferrovia chegou a Corumbá, na divisa
com a Bolívia.
Por
sua vez, o ramal ligando Campo Grande a Ponta Porã só começou a ser construído
em 1938, tendo sido concluído em 1953. Surgiram, ao longo dos trilhos da
Noroeste, novas cidades, como Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e
Sidrolândia, entre outras.
A
construção da ferrovia Noroeste do Brasil possibilitou o aumento da relações
comerciais com o estado de São Paulo. O gado passou a ser transportado por
trem, do sul de Mato Grosso do Sul para a cidade de Bauru, com maior rapidez do
que nas comitivas e chegando em melhores condições.
A
ferrovia não só impulsionou a produção de pecuária, como contribuiu para o
aumento da população local, a valorização das terras e, consequentemente, para
o desenvolvimento de alguns municípios, como Aquidauana, Miranda, Ponta Porã,
Maracaju e Dourados.
A
chegada da ferrovia Noroeste do Brasil a Campo Grande foi decisiva para o
crescimento desta cidade, que se tornou u, importante entreposto comercial.
Gradativamente, a partir do começo do século XX, a cidade de Campo Grande
substituiu Corumbá como principal centro econômico da região que hoje
corresponde ao estado de Mato Grosso do Sul, posição que ocupa até hoje.
OUTROS MEIOS DE
TRANSPORTE
O
primeiro automóvel chegou a Campo Grande em 1918. O comerciante português Luis
dos Santos resolveu adquirir um veiculo motorizado e trazê-lo para o vilarejo,
mudando assim a rotina pacata dos sons dos trotes dos cavalos para um novo som –
o barulho do motor.
Com
relação ao transporte urbano, durante muito tempo as charretes puxadas por
cavalos foram os veículos mais utilizados nas cidades do nosso estado, hoje
substituídas pelos ônibus e taxis. O serviço de transporte urbano de Campo
Grande por ônibus foi regulamentado por lei em 1924, através de concorrência
pública.
Um
meio de transporte que muito contribuiu para o desenvolvimento do estado,
graças às grandes distâncias, foi o taxi aéreo. Em 1941, foi fundado o
Aeroclube de Corumbá. Com isso, os moradores da região saltaram diretamente das
canoas e carros de bois para o transporte aéreo. O avião deu ao homem pantaneiro
uma nova dimensão de segurança, conforto e rapidez. Atualmente, é utilizado
também em viagens de turismo.
Pantaneiro:
morador da região do Pantanal.
O DESENVOLVIMENTO
DAS COMUNICAÇÕES
Durante
muito tempo em nosso estado, as notícias só chegavam às pessoas oralmente, isto
é, alguém visitava ou encontrava alguém e passava as informações. Os mascates
(vendedores ambulantes). Levavam notícias da cidade para a zona rural e
vice-versa.
Até
1960, eram poucas as cidades servidas por linhas telefônicas, apesar de existir
um sistema telefônico que funcionava de maneira precária desde 1918 em Campo
Grande. O rádio foi, durante muito tempo, um meio eficaz para o envio de
recados para as fazendas, e, ainda que seja mais raro, até hoje podemos escutar
recados do tipo: “Alô, alô, fazenda Minuano! Seu João avisa que vai hoje, podem
espera-lo na reta”.
O TELÉGRAFO
Um
dos fatores que muito contribuíram para o desenvolvimento do atual território
de Mato Grosso do Sul foram os caminhos abertos pelo marechal Rondon na implantação
das linhas telegráficas, o que facilitou a comunicação da região com o resto do
país.
Após
executar um longo trecho de posteamento e fiação na região doatual Mato Grosso,
Rondom fez descer a linha telegráfica para o sul. Entre 1901 e 1905, seguindo o
curso dos rios, interligou à rede telegráfica nacional as cidades de Itiquira
(1901), Coxim (1902), Aquidauana (1903), Corumbá (1904), Miranda (1905), Bela
Vista (1905) e Porto Murtinho (1905). Só mais tarde a linha telegráfica atingiu
Ponta Porã, Dourados e Campo Grande.
FIQUE SABENDO
MARECHAL CÂNDIDO
RONDON
“Morrer, se preciso for. Matar nunca”
“Morrer, se preciso for. Matar nunca”
Cândido
Mariano da Silva Rondon nasceu em Mato Grosso no dia 5 de maio de 1865.
Descendia de bandeirantes paulistas e de espanhóis, por parte de pai, e de
índios, por parte de mãe.
Em
1906, o então presidente Afonso pena convocou o futuro marechal Cândido Rondon
ao seu gabinete para incumbi-lo de uma difícil missão: estabelecer ligações
telegráficas entre a cidade de Cuiabá e o Acre.
Para
realizar esta importante tarefa, Rondon e seu grupo percorreram aproximadamente
35 000 quilômetros de florestas ainda inexploradas. Enquanto realizava o trabalho de instalar os postes e fios
telegráficos, o grupo fez também um mapeamento da região.
Durante
essa missão, Rondon caiu prisioneiro dos Nhambiquara, que ainda não haviam
travado contato com os brancos. Todavia, não permitiu que seus comandados
reagissem, lembrando-lhes de que eram eles os invasores daquelas terras. Adotou
então um lema que caracterizava sua atitude pacifista e de grande respeito em
relação aos indígenas: “Morrer, se preciso for. Matar nunca”. Sete anos depois,
seu trabalho estava concluído com sucesso.
O
sertanista Rondon era um humanista que conheceu a fundo o Brasil e ganhou projeção
internacional, embora tenha vivido em condições modestas.
Foi
responsável pela construção de aproximadamente 7 000 quilômetros de linhas
telegráficas e percorreu cerca de 35 000 em suas expedições, durante as quais
contatou várias tribos indígenas arredias.
Rondon
enriqueceu o Museu Nacional com 23 107
exemplares de Botânica, Zoologia, Mineralogia, Geologia e Antropologia.
A
Sociedade Geográfica de Nova York determinou a inclusão do nome de Rondon, em
placa de ouro, ao lado dos de outros grandes descobridores e exploradores da
terra: Peary , descobridor do Polo Norte; Amundsen, descobridor do Polo Sul;
Charcot, explorador das terras Árticas; Byrd, explorador das terras Antárticas;
e por fim Rondon, o maior estudioso e explorador das terras tropicais.
Em
1956, o governo brasileiro lhe prestou uma homenagem, substituindo o nome do
antigo território d Guaporé por Rondônia. O marechal Rondon morreu com 92 anos,
em 19 de janeiro de 1958.
Enciclopédia
Trópico. São Paulo: LivrariaMartins Editora, 1955.p.847-2.v.5.
A.F.Gonçalves
e outros. Mato Grosso do Sul: estudos sociais. São Paulo: FTD, 1981.
Demosthenes
Martins. Marechal Rondon. Jornal do Comércio Cuiabá. 1963.
ATIVIDADES
1.
Observe
o mapa da página 127 que mostra a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e
relacione os municípios pelos quais ela passa.
2.
Observe
a imagem da página 128 e discuta com seus colegas os benefícios que a estrada
de ferro trouxe para a economia do estado e a situação em que a ferrovia se
encontra hoje. Em seguida, elabore um texto com as considerações do grupo
(dupla) e apresente este texto a classe.
3.
Porque
a expedição de marechal Rondon foi importante para Mato Grosso do Sul?
4.
Com
a evolução dos sistemas de comunicação, Mato grosso do sul conta hoje (2011)
com cerca de 480 000 linhas fixas e aproximadamente 500 000 celulares. Você
acredita que esse avanço tecnológico melhorou o relacionamento entre as
pessoas? Justifique sua resposta.
5.
Os
meios de transporte facilitam muito a vida das pessoas, mas precisamos prestar
atenção para que não aconteçam acidentes. Discuta o assunto com seus colegas e
confeccionem um cartaz com os principais cuidados que devemos ter no trânsito. O CARTAZ PODE SER
FEITO EM GRUPO DE ATÉ 4 PESSOAS.
Mapa da página 127
Imagem da página 128
Obs: Texto e atividades retirados do livro didático "História do Mato Grosso do Sul - 4º/5º ano - Volúme único - FTD - Lori Gressler - Luiza Vasconcelos - Zelia Peres"
Capítulo 13 - Páginas 126 a 131.
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